O dólar fechou a semana em R$ 4,82 — território que não via desde março de 2024. Para quem acompanha o câmbio há anos, a velocidade da queda surpreende. Em janeiro, a moeda americana estava em R$ 5,40.
O movimento reflete uma combinação de fatores externos e internos. Lá fora, o Federal Reserve sinalizou que o ciclo de alta de juros americanos chegou ao fim.
Para quem tem exposição ao dólar — seja via fundos cambiais, ETFs internacionais ou ações de empresas exportadoras — a queda representa perda de rentabilidade em reais. Um fundo cambial que rendia 8% ao ano em dólar agora entrega menos quando convertido para real.
Por outro lado, quem tem dívidas em dólar ou planeja viagem internacional comemora. E o consumidor de produtos importados — eletrônicos, vinhos, peças de reposição — também sente o alívio.